A Guarda Civil Descobre 229 Tartarugas Protegidas, a Maior Apreensão na Espanha

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A Guarda Civil de Valência realizou uma operação destacada que culminou na apreensão de 229 exemplares de tartaruga-moura numa propriedade localizada em Picassent. Este fato, que representa a maior confiscação deste tipo de espécie em Espanha, gerou grande interesse tanto a nível nacional como internacional.

tartaruga mora
Exemplar de Tartaruga Mora (Testudo graeca ssp. armeniaca)

Investigação e Ação Coordenada

Durante o mês de abril, o Serviço de Proteção da Natureza (Seprona) recebeu informações que os levaram a suspeitar da presença de um grande número de tartarugas terrestres protegidas numa propriedade específica. Após uma investigação exaustiva, foi realizada uma busca na referida propriedade, revelando a alarmante cifra de 229 exemplares de tartaruga-moura.

Proteção Legal da Tartaruga Mora

É importante destacar que a tartaruga-moura, cientificamente conhecida como Testudo Graeca, está protegida por diversas normas tanto nacionais como internacionais. Entre elas estão a Convenção CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens) e o Catálogo Espanhol de Espécies Ameaçadas (Lespre), que têm como objetivo a proteção e conservação de espécies em risco de extinção.

A falta de documentação que justificasse a origem e a posse legal destes exemplares constituiu uma clara violação das leis de proteção animal. Consequentemente, os animais foram confiscados e levados ao Centro de Recuperação de Fauna Selvagem de El Saler, em Valência, onde receberão os cuidados necessários para o seu bem-estar.

A operação não se limitou apenas à apreensão das tartarugas, mas também iniciou uma investigação penal contra um indivíduo de 50 anos e nacionalidade espanhola. Este homem enfrenta acusações por um suposto crime contra a flora e fauna, o que destaca a gravidade da situação e o compromisso das autoridades na luta contra o tráfico ilegal de espécies protegidas.

É importante ressaltar a colaboração entre a Guarda Civil, a Conselleria de Meio Ambiente, Água, Infraestruturas e Território da Generalitat, e as autoridades judiciais, que permitiu realizar esta operação de forma eficaz. Graças a estas ações coordenadas, conseguiu-se evitar que estes exemplares de tartaruga-moura caíssem nas mãos de traficantes ilegais e evidenciou-se o firme compromisso das autoridades na proteção da biodiversidade.

Passos Legais e Judiciais

Os procedimentos correspondentes foram entregues à Procuradoria do Meio Ambiente do Tribunal Superior de Justiça da Comunidade Valenciana, onde se espera que sejam tomadas as medidas necessárias para garantir que os responsáveis prestem contas por suas ações.

A recente apreensão de 229 tartarugas-moura pela Guarda Civil de Valência é um claro exemplo do compromisso das autoridades na proteção da fauna selvagem e na luta contra o tráfico ilegal de espécies protegidas. Este caso reforça a importância da cooperação internacional na conservação da biodiversidade e envia uma mensagem clara de que aqueles que infringirem a lei neste sentido serão levados à justiça.

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  1. JAVIER diz:

    Sou o proprietário dessas tartarugas que estão comigo há mais de 32 anos e o único delito é não ter a documentação, pois em nenhum momento me permitiram legalizá-las. A notícia, como tudo na Espanha, é sensacionalista e além disso tremendamente falsa. Minha intenção sempre foi poder legalizá-las e nunca na vida vendi nenhum exemplar, pois todos são filhotes de um casal que me deram há mais de 32 anos e graças aos meus cuidados e dedicação consegui ter essa quantidade de exemplares, que desfrutavam de instalações especiais, até cultivava sua própria comida. Mas depois de uma denúncia de alguém, veio o SEPRONA e como minha intenção era que me ajudassem a legalizar o santuário de tartarugas, os convidei a entrar. Levaram 2 exemplares para reconhecimento e me disseram que voltariam para fazer um histórico de todas as que eu tinha, com a intenção de me ajudar a legalizar tudo. Mas para minha surpresa, não foi assim, apareceram 7 guardas e 3 pessoas do centro de proteção do Saler com a única intenção de levar todas, e assim fizeram, de forma rude e em caixas de transporte para cães e até uma caixa de papelão, amontoadas como se fossem pedras, sem se importar com o bem-estar dos animais. Nas caixas não cabiam mais de 50 tartarugas e colocaram todas, destruíram o recinto onde as mantinha, fumaram e deixaram as bitucas no terreno e para piorar, deixaram um exemplar para trás, que ao vê-lo chamei imediatamente o SEPRONA e me disseram que poderia ficar com ele. Isso me deixou muito irritado e os obriguei a voltar para buscá-lo (e pedi que fizessem um termo de entrega desse último). Então reconheceram que em nenhum lugar estariam tão bem como eu as tinha. (Mas fico com isso).
    Hoje, 29 de julho, após muita investigação, fui a Alicante ao centro de recuperação Santa Faz, onde as mantêm. Aqui me deixaram vê-las, diferente do centro do Saler. Fiquei doente ao ver as condições em que estão, a primeira coisa que vi junto com o responsável do centro foi um exemplar grande morto de barriga para cima e como eu reconheço meus animais, sei que era um dos meus. A comida que tinham não era adequada e deixava muito a desejar, não sabem quantas chegaram, não têm nenhum controle sobre elas, também não se preocupam muito se morrem ou não, no fim são apenas um número que precisam alimentar e isso lhes custa dinheiro.
    Assim, cuidei desses animais por mais de 32 anos sem fins lucrativos e agora estou esperando um julgamento, desesperado ao ver como estão deixando os animais morrerem e como não existe nenhum controle sobre isso, as que pagarão as consequências serão minhas tartarugas (mas o criminoso sou eu, segundo a lei).
    Se os animais realmente importam, espero que isso chegue aonde tiver que chegar e, se não puder recuperá-las, pelo menos que não morram mais.
    Enviei muitos escritos para várias entidades, organizações e para a imprensa e ninguém se dignou a responder, a única pessoa foi o diretor geral do meio ambiente que me respondeu que iria investigar, mas até hoje não tenho resposta dele e os animais estão morrendo.

    1. Esperamos que resolva o problema da melhor maneira possível.

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